Deputados aprovam empréstimo de R$1,2 bilhão, em regime de urgência, para governador Wilson Lima


Quem pensava que a chegada das festas de fim de ano iria diminuir o ímpeto em fazer maldades da trupe do governo Wilson Lima, se enganou redondamente. O governador, mesmo em Tour por Madri, conclamou e pressionou a sua base aliada na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) a passar rolo-compressor sobre a oposição e aprovar, a toque de caixa, matérias que afetam ainda mais os servidores públicos e as já combalidas finanças públicas do Estado.

Dentre as maldades do “dublê de governador” estão a majoração da contribuição de INSS dos servidores públicos, que salta de 11% para 14%. Ou seja, além de congelar o vencimento dos servidores públicos até o ano de 2021, mudar o calendário de pagamento do funcionalismo público e deixá-los sem salário no final de ano, Wilson diminuiu em 3% o vencimento dos servidores públicos estaduais.

Também foi votada a contratação de empréstimo bilionário. Você não se enganou, amigo leitor, é bilionário mesmo! Com a aprovação da maioria esmagadora dos deputados, fica o Executivo Estadual autorizado a fazer um empréstimo internacional no valor de até US$ 250.000.000,00 (duzentos e cinquenta milhões de dólares dos Estados Unidos da América), cerca de R$ 1,2 bilhão de reais. Quem paga essa conta é você!

O detalhe dessa matéria é que o primeiro objetivo do empréstimo é aplicar os recursos em operações especiais como: serviços da dívida pública interna e externa (amortização, juros e encargos); ou seja, para pagar a gastança feita pelo próprio governo - que mesmo batendo recorde histórico de arrecadação com quase R$ 20 bilhões de reais -, ainda precisa de empréstimos para pagar suas dívidas.

Os três mosqueteiros


Contra a aprovação das matérias lutaram os deputados Serafim Corrêa (PSB), Dermilson Chagas (Progressistas) e Wilker Barreto (Podemos). Sarafa lembrou que não votaria a favor de nenhum novo empréstimo, uma vez que o governo não demonstrava nenhum interesse em reduzir as despesas.

Já Dermilson lamentou a postura do governo que classificou de “robin hood” ao avesso, porque tira dos pobres para entregar aos ricos. Wilker lamentou a forma como a proposta estava sendo votada, já que o congresso nacional discutiu a Reforma da Previdência durante um ano e a Assembleia do Amazonas havia recebido o projeto e queria votar no mesmo dia, impondo mais um sacrifício aos servidores públicos e elevando ainda mais o desequilíbrio das contas públicas.

O placar final de ambas as votações foi 18x3, já que havia 22 deputados em plenário, e o presidente Josué Neto só votaria em caso de embate.

Perdão para os ricos

Na mesma pauta ainda foi aprovada a redução das dividas, juros e multas da Petrobrás com o Estado do Amazonas, em percentuais que variam de 50% a 90%, o que significa dispensar graciosamente uma receita de aproximadamente R$ 800 milhões de reais, para receber R$ 240 milhões de reais, pelos mesmos 18 votos a 3.

Um comentário:

  1. A dívida não e da Petrobrás. É relativa ao ICMS de álcool. A Petrobrás não produz álcool, logo não deveria assumir essa dívida

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