Deputados de oposição ao Governo se reúnem no MP-AM para evitar greve dos terceirizados da saúde
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| Reunião teve o intuito de encontrar soluções para evitar greve na saúde do Estado |
Os deputados de oposição da Assembleia Legislativa do
Amazonas (Aleam), Wilker Barreto (Podemos) e Dermilson Chagas (PP), estiveram
reunidos, no final da manhã desta quarta-feira (13), no Ministério Público
(MP-AM), com os promotores Antônio José, Silvana Nobre, Cláudia Câmara e Kátia
Maria a fim de encontrar uma solução para o pagamento e impedir a realização da
greve dos terceirizados da saúde, que estão há seis meses sem receber salários.
O encontro contou com a participação da presidente do Sindicato dos
Trabalhadores em Estabelecimento de Serviço de Saúde do Amazonas
(Sindipriv-AM), Graciete Mouzinho.
Por conta da negativa do Governo do Amazonas em não aceitar
a proposta de pagamento de dois meses de salário e metade do terceiro mês, os
profissionais de enfermagem, maqueiros, psicólogos e administrativos planejam
uma greve em 72 horas que vai parar 70% dos profissionais das unidades de saúde
do Estado. A medida desesperadora dos funcionários pode gerar mortes nos hospitais.
“Estamos aqui fazendo um apelo de socorro e deixar claro
para o MP que se a saúde parar, vai morrer gente. O governo vai se
responsabilizar? O que foi prometido pelo governo perante as empresas e os
profissionais da saúde não foi cumprido. O governo não está nem aí para a vida
das pessoas nos hospitais. Os trabalhadores vão para seis meses sem salários. O
governo está brincando com vidas”, desabafou Wilker.
O progressista Dermilson Chagas lembrou que o governo vai
ter uma arrecadação recorde, mas não faz planejamento dos gastos.
“O orçamento de 2019 é de R$ 17 bilhões, e o Estado já
superou em R$ 500 milhões. Ou seja, até o final do ano deve fechar o orçamento
em mais de dois bilhões em arrecadação. O estado está superavitário e o Governo
não faz planejamento para pagar o salário dos terceirizados. Ninguém sabe para
onde vai esse dinheiro”, reclamou Dermilson.
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| Oposicionistas do Governo participaram da reunião |
Para Graciete Mouzinho, o clima entre os trabalhadores já
está insustentável.
“Eles são ameaçados, coagidos. São verdadeiros zumbis.
Trabalham sem alimentação, sem vale-transporte e se não forem trabalhar são
demitidos. São cinco meses sem receber. Ninguém aguenta. Não queríamos fazer
isso”, lamentou.
MP quer a garantia dos serviços
“Nós enquanto Ministério Público defendemos a tutela
coletiva e vamos trabalhar para garantir a continuidade dos serviços. E a nossa
ação vai ser nesse sentido e vamos atuar da melhor maneira”, afirmou a
promotora Silvana Nobre.




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